FSM2009: Garantia da educação como direito requer superação do neoliberalismo

30 Gener, 2009

Sistema reduziu verbas para educação pública, flexibilizou trabalho dos docentes e implantou avaliações padronizadas para “gerenciar o ensino. Superá-lo requer a capacidade de construir organizações políticas alternativas para disputar a hegemonia.

O capitalismo – e sua “versão moderna”, o neoliberalismo – sempre encontra formas de se adaptar a uma conjuntura dada para impor ali sua visão hegemônica, transformando a realidade de acordo com os interesses dos de cima. Com a educação não foi diferente. Afirmada como direito desde o início do século passado e tida como um verdadeiro instrumento de libertação e construção da igualdade, a educação, a partir dos anos 80, passou a ser tratada como serviço.

Retomar a conquista obtida com muita luta e mobilização popular passa, hoje, pela superação do atual sistema, via construção de alternativas contra-hegemônicas de projetos políticos. Foi esta uma das conclusões do debate sobre educação e pós-neoliberalismo realizado nesta quarta-feira (28), na Universidade Federal do Pará, no primeiro dia de atividades do Fórum Social Mundial 2009.

Na avaliação dos debatedores, nos anos 80, sobretudo na América Latina, diferentes governos passaram a colocar em prática uma série de reformas baseadas nos princípios estruturantes do modelo ora em implantação: eficiência e competitividade. Reduziram as verbas para a educação pública, flexibilizaram o trabalho dos docentes, implantaram avaliações via aplicação de provas padronizadas, centralizaram os processos de decisão acerca de políticas públicas e vincularam o repasse de recursos ao número de matrículas realizadas nas escolas.

“Isso só aumentou a desigualdade entre as instituições educativas, estimulando a competição entre elas e condicionando recursos ao total de estudantes. As escolas passaram então a inflar seus índices de matrícula, e hoje a maioria dos países no continente diz que tem índices de acesso à educação infantil maiores que 90%. Assim os governos dizem que trabalharam pela educação, porque colocaram as crianças nas escolas, sem falar, por exemplo, em como cresceram as taxas de evasão”, explica o colombiano Orlando Pulido, da Universidad Pedagógica Nacional e membro do Fórum Latino Americano de Políticas Educativas. “Na prática, o neoliberalismo aprofundou as deficiências. Privatizou, bancarizou e gerencializou a educação”, acredita.

Na Venezuela, por exemplo, o discurso das reformas teve início com a justificativa da necessidade de se aumentar a cobertura do sistema de ensino. De fato, o que ocorreu foi uma transferência da educação para o setor privado. No ensino superior, a presença das universidades privadas para de 30 para 51% do total de vagas oferecidas. E têm início processos excludentes de seleção para o ensino público.

“O processo de seleção foi mercantilizado. Na Universidad Simón Bolivar, os critérios de seleção passavam por uma descrição do local de moradia e do emprego dos pais, entre outros itens. E ali não havia, por exemplo, a opção “operário”. Os futuros estudantes só podiam ser filhos de professores, funcionários públicos ou profissionais liberais”, conta Luis Bonilla, do Centro Internacional Miranda, de Caracas.

“Ou seja, as políticas neoliberais foram usadas para gerar exclusão no sistema. As universidades públicas, que eram um bastião de luta, viram seus quadros de esquerda e sua intelectualidade se entregar às idéias capitalistas. Hoje, os alunos e docentes das universidades defendem o neoliberalismo contra as mudanças revolucionárias socialistas que queremos implantar na Venezuela. Sem dúvida, esta é uma tarefa pendente para a revolução bolivariana”, completa Bonilla.

Outro exemplo de política neoliberal implementada no continente são as avaliações por mérito dos docentes, que se inserem numa lógica de medição da qualidade a partir da perspectiva de gerenciamento da eficiência, e que transferem a responsabilidade do aprendizado apenas para o professor, como se fosse um trabalho individual e não coletivo. Na avaliação de Ingrid Sverdlick, membro da Campanha Latinoamericana pelo Direito à Educação, também presente no debate no FSM, o conceito de avaliação consolidado na pedagogia foi “roubado” e passou a ter um conteúdo econômico.

Que concepção de avaliação trabalhamos – fragmentada de plano e política de educação. É apenas ranqueadora, quantitativa. Tem que estar sustentada em um projeto de educação. O que pretendemos com este conteúdo? Ranquear não é avaliar. Falamos de sistemas de avaliação, só para punir o professor.

“Trata-se de uma avaliação apenas ranqueadora, quantitiva, fragmentada, não sustentada por um projeto de educação. Ranquear não é avaliar”, completa Maria da Graça Bollmann, Presidente da Associação de Educadores da América Latina e do Caribe. “A Organização Mundial do Comércio não faz outra coisa a não ser estabelecer diretrizes para as políticas de educação via Banco Maundial. A escola precisa formar cidadãos críticos, para que não sejam definidos e redefinidos pelo mercado”, conclui.

Alternativas contra-hegemônicas

Responder ao desafio de retomar o conceito de educação como direito passa por aproveitar brechas no sistema, como tirar o maior proveito possível de reformas em andamento ou construir alternativas locais de resistência à mercantilização do ensino. A prefeitura de Bogotá, na Colômbia é um exemplo. Diante do alinhamento total do governo federal de Álvaro Uribe com as políticas neoliberais, a oposição conquistou a prefeitura da capital do país e, com uma política alternativa, desenvolveu reformas integrais em âmbito municipal, envolvendo diversos setores do poder público para solucionar os desafios da educação.

“O fundamental, no entanto, para ampliar a capacidade de resistência, é construir projetos de alternativa política. O neoliberalismo está em crise, mas após isso surgirá uma alternativa dentro do próprio capitalismo. Afinal, um dos efeitos deste modelo foi ter desaparecido com os partidos e retirado dos movimentos sociais a capacidade de construir alternativas políticas. Temos que superar isso e garantir a capacidade de construir organizações políticas alternativas com condições de disputar a hegemonia”, afirma Orlando Pulido.

Numa conjuntura de transformações políticas nos governos da América Latina, é de se esperar que o caminho a trilhar seja menos turtuoso. Mas os especialistas do campo alertam: mesmo o “socialismo renovado” do século XXI tem encontrado dificuldades para superar a lógica imposta à educação nas duas últimas décadas.

“Na Argentina, o governo de Cristina Kirschner recolocou a política acima da economia, o que abre as portas para um debate sobre que modelo de país queremos. No entanto, não podemos ficar a espera dos governos. A contra-hegemonia temos que construir nós mesmos, a partir das escolas, dos professores e dos movimentos”, concluiu Ingrid Sverdlick.

Carta Maior, 30/01/09


Més de deu mil persones en el 6é Fòrum Mundial de l’Educació a Belem (Brasil). STEPV hi està present.

28 Gener, 2009

Més de deu mil persones en el 6é Fòrum Mundial de l’Educació a Belem (Brasil). STEPV hi està present. Amb la presència de més de deu mil persones va començar la sisena edició del Forum Mundial d’Educació en la ciutat amazónica de Belem, (Brasil). El coordinador de l’Àrea de Política Educativa, Renovació Pedagògica i Moviments Socials de l’STEPV, Albert Sansano, va intervindre en l’acte inaugural. La ciutat de Belem, més que un territori per a abrigar el Fòrum, és un lloc que agrega un conjunt ampli i divers de moviments socials, centrals sindicals, associacions, cooperatives, pobles indígenes i organitzacions de la societat civil que lluiten per una Amazonía sostenible, solidária i democràtica, articulades en xarxes i fòrums, construint aquest ampli moviment de resistència en la perspectiva d’un altre model de desenvolupament. El Fòrum es va iniciar amb una presentació en les quals inervingueren una representació del govern de Parà, la secretària d’estat d’Educació i el membre de l’STEPV (STES) i representant del Consell Internacional del FME Albert Sansano qui va començar la seva intervenció en català,” en reconeixement a totes aquelles llengües, i manifestacions culturals dels pobles i nacions sense estat del món, i principalment en homenatge a les llengües i cultures dels pobles originaris de l’amazones que necessiten, d’una banda el reconeixement oficial de la seva existència i recuperació i per una altra, el treball diari de qui defensem l’educació popular per a arribar a aquest altre món.” A continuació es va portar a terme la primera conferència en la qual sota el tema “Educació, transgressió i construción ciutadana” van intervenir l’ex-ministra i actual senadora Marina Silva i el filòsof i un dels fundadors de la teologia de l’alliberament Leonardo Boff. A la tarda, i en grups de treball, s’han iniciat els debats sobre els 6 eixos temàtics el Fòrum, en els quals tant Albert Sansano, representant de la Confederació d’STES i de l’STEPV-Iv en el FME i en el FSM, figura com coordinador. Els eixos de debat són: Educació, Desenvolupament i Economia Solidària; Educació Ciutadana i Ètica Planetària: Inclusió i Diversitat; Educació, Drets Humans, Cooperació i Cultura de Paz; Educació, Medi ambient i Sustentabilitat; Educació de Joves i Adults en la Perspectiva de l’Educació Popular; Educació Emancipatória en el context de la comunicació i de les tecnologies. València, 27 de gener de 2009


SALUDA DE ALBERT SANSANO EN NOMBRE DEL CONSEJO INTERNACIONAL AL FME 2009 BELEM

26 Gener, 2009

Benvingudes i Benviguts a la sisena edició del FME en nom del seu Consell Internacional.

Bienvenidas i Bienvenidos a la sexta edición del FME en nombre de su Consejo Internacional.

Bem-vindas i Bem-vindos à la sexta edição do FME em nome do Conselho Internacional.

He querido comenzar mi intervención en la lengua de mi pueblo, el catalán, en reconocimiento a todas aquellas lenguas, y manifestaciones culturales de los pueblos y naciones sin estado del mundo, y principalmente en homenaje a las lenguas y culturas de los pueblos originarios del amazonas que necesitan, por una parte el reconocimiento oficial de su existencia y recuperación y por otra, el trabajo diario de quienes defendemos la educación popular para alcanzar ese otro mundo.

El CI es una instancia permanente del FME, compuesto por organizaciones y movimientos sociales de diversos tipos vinculados a la educación. Su función es establecer relaciones internacionales con el fin de promover una articulación de la sociedad civil. Por medio de una red de países, el Consejo Internacional visa posibilitar la divulgación, el debate y consolidación de una plataforma mundial de la educación, como política pública para el bienestar social.

A partir de 2001, en la ciudad de Porto Alegre se realizó la primera de las ediciones del FSM y de una serie de foros sociales locales, regionales, nacionales, continentales y temáticos como parte del proceso que mejor representa la globalización alternativa y contrahegemónicas.

Es a partir de aquel encuentro que se constató la necesidad de mayor participación de la educación en el marco del FSM y, como propuesta surgió la idea de la realización del Foro Mundial de Educación.

Y es que es preciso educar para cambiar el mundo. Como nos enseñaba y hacía Paulo Freire: “Nadie educa a nadie, los hombres se educan entre si mediatizados por su trabajo diario.”

Leer el mundo, escribir su propia palabra, y contar el que, de hecho, cuenta para la vida, no son aprendizajes fáciles: exigen explicaciones apasionadas por la inteligencia humana y con el sentimiento del mundo. Estas también son características del FSM y que impulsaran la construcción del Foro Mundial de Educación con la conciencia de que la educación no cambia el mundo: puede y debe cambiar a las personas, y estas sí cambian el mundo. Y, la defensa radical de la educación como bien público inalienable.

Así, el FME se organizó como una red permanente de movilización mundial en articulación con otros Foros con la construcción colectiva de una Plataforma Mundial de Luchas por la Educación.

Desde 2005 el CI decidió que las ediciones del FME se realizarían conjuntamente con las del FSM y también impulsar los Foros Regionales y Temáticos. Así surgiran el FSIPE en europa o los foros de Sao Paulo, Chile, Buenos Aires, Santa María, Nova Iguazú, Alto Tité y tantos otros…

Pero hoy estamos aquí en Belém. Mucho más que un territorio para abrigar el Foro, la Amazonía agrega un conjunto amplio y diverso de movimientos sociales, centrales sindicales, asociaciones, cooperativas, pueblos indígenas y organizaciones de la sociedad civil que luchan por una Amazonía sostenible, solidária y democrática, articuladas en redes y foros, construyendo ese amplio movimiento de resistencia en la perspectiva de un otro modelo de desarrollo.

Desde el espacio educativo vamos a contribuir en esta tarea, y no solo eso, pues como dice Mª Angeles Llorente, una c ompañera de los MRPs del País Valenciano,

“no son suficientes los encuentros. Hemos de hallar la manera de organizarnos, de encontrar frentes de lucha comunes que nos hagan ganar batallas. Hemos de profundizar en las rendijas del sistema, en sus puntos flacos y asestar golpes que lo tambaleen. Para ello hay que tener claro al enemigo y saber que nada cambia sin la lucha. La más pequeña de las conquistas, sea personal o social, se consigue luchando. Y las luchas no son lineales. Eso sí, son educativas. La negociación en cualquier sistema de poder siempre es fruto de una sucesión de luchas. Y hay que tener fuerza política para negociar. Fuerza política que supone acumular fuerzas, buscar aliados, formar pensamientos… Y negociación que implica intervenir en la vida pública para modificarla”

Salud, trabajo y fiesta, que la educación también debe ser divertida.


26 GENER: COMENÇA A BELEM EL FME

20 Gener, 2009

Programação

Dia 26/01

9h as 9:30h: Abertura com ato Cultural

10:00h as 12h: Conferência “Educação, Transgressão e Construção da Cidadania Planetária”

Marina Silva (senadora)

Moacir Gadotti (IPF)

Lucia Stumpf (UNE)

14h as 19h: Reunião dos Eixos Temáticos

19h Atividades culturais

Dia 27/01

8h as 10h Conferência “Educação, Diálogo e Utopia: Identidades e Interculturalidade”

Carlos Rodrigues Brandão

Cristina Vargas (MST)

José Thadeu (Contee)

Rosani Fernandes (repres. comunidade indígena)

10h as 12h Socialização dos debates dos Eixos

12h às 13h Painel “Educação de Jovens e Adultos: Rumo a Confintea”

15h Concentração para Marcha do Fórum Social Mundial

Dia 28/01: V Fórum Social Pan-Amazônico

De 29 a 31/01: Atividades Autogestionadas inscritas no FSM

Dia 01/02:9h Assembléia da Educação

Os eixos temáticos que serão discutidos durante o VI FME são:

EIXO 1 – EDUCAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E ECONOMIA SOLIDÁRIA

Coordinan: Aléssio Surian  y  João Claudio Arroyo

EIXO 2 – EDUCAÇÃO CIDADÃ E ÉTICA PLANETÁRIA: INCLUSÃO E DIVERSIDADE

Coordinan: Leslie Toledo, Tania Guerra y Wilson Barroso

EIXO 3 – EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS, COOPERAÇÃO E CULTURA DA PAZ

Coordinan:  Beatriz Soto y Paulo Weyl

EIXO 4 – EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Coordinan:  Graça Boll  y Jaqueline Freire

EIXO 5 – EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO POPULAR

Coordinan: Alberto Croce  y Salomão Hage

EIXO 6 – EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO E DAS TECNOLOGIAS

Coordinan: Albert Sansano


Solidaritat amb Palestina

12 Gener, 2009

PALESTINA

Dia 17 Manifestació

19h Plç San Agustin

Descarregar convocatòria

Mès informació:

http://xarxapalestina.valencia.googlepages.com