Debate destaca importância da inclusão social na EPT

Na tarde desta sexta-feira (29), o último debate da grade oficial do FMEPT 2015 desdobrou o tema “A inclusão Social na Educação Profissional e Tecnológica”. A atividade reuniu Albert Sansano, da Confederación de Sindicatos de Trabajadores y Trabajadoras de la Enseñanza, na Espanha; Cynthia Teixeira, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP); Rita de Cássia Oliveira, da Universidade de Brasília (UNB), e foi mediado pelo reitor do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Cícero Nicácio Lopes.

Alberto SansanoAlberto Sansano

Albert Sansano deu início ao debate contando aos participantes uma pequena fábula, cujo objetivo foi despertar a atenção de todos a respeito da necessidade de se saber trabalhar as diferenças e de se valorizarem os saberes de cada um. “Devemos ter como utopia pedagógica a escola cidadã, da qual faça parte o respeito às várias formas de ser. A educação é um direito que o Estado deve garantir a todos, formando cidadãos e cidadãs capazes de questionar a ordem estabelecida”, ressaltou. Para Sansano, o papel central dos Fóruns Mundiais de Educação Profissional e Tecnológica é promover a democratização do ensino. “É preciso mudar os paradigmas do processo educacional, estimular o diálogo entre alunos, professores e servidores para que todos assumam o compromisso com os grupos mais vulneráveis da sociedade”, reforçou.

A professora Rita de Cássia destacou a inclusão social como elemento fundamental para a emancipação social de todos os estudantes do Ensino Médio, especialmente as minorias. “Entre as premissas básicas da inclusão social, cito a flexibilização curricular, garantia de qualidade do ensino público e que o Estado possa garantir a continuidade dos estudos a quem tiver esse propósito”, destaca. Para Cynthia Teixeira, é preciso fazer uma reflexão sobre a preparação dos professores para lidar com a diversidade, com alunos cegos e surdos, por exemplo. “Será que apenas os Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napnes) dentro dos Institutos Federais são suficientes para atender às necessidades dos alunos, que aprendem de formas tão diferenciadas?”, questiona.

Para o mediador Cícero Nicácio, a temática da inclusão é sempre atual e perturbadora e segue a lógica da incompletude. “Para a sociedade ainda é um desafio reconhecer a diversidade e promover a inclusão. Um bom começo é promover o diálogo dentro da escola, que é um microcosmos representativo da sociedade com todos os seus diferentes tipos humanos”, afirma. Para o reitor, é essencial promover a absorção das minorias e a Rede Federal ainda não está completamente preparada para esse desafio, embora discussões como estas realizadas durante o FMEPT 2015 sejam, na opinião dele, um excelente começo.

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