Contra a extinção ou privatização da Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul

Abaixo-Assinado

Para: Exmo. Deputados Estaduais, Governador do Estado do Rio Grande do Sul e demais interessados

Caros senhores,

Tendo em vista a sinalização de que o governo do estado do RS está planejando a “Extinção da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps); da Fundação Zoobotânica, responsável pelo Jardim Botânico e zoológico de Sapucaia do Sul; e da Fundação de Esporte e Lazer do RS (Fundergs). As atividades dessas estruturas serão absorvidas pelas secretarias às quais estão vinculadas: Saúde (Fepps), Meio Ambiente (Fundação Zoobotânica) e Turismo, Esporte e Lazer (Fundergs). ” viemos com este documento alertar e urgir que tais medidas não sejam realizadas. Este importante órgão público que atua na pesquisa, conservação e educação, atividades fundamentais para a existência de uma nação soberana e em harmonia com o ambiente não deve ser usada como moeda de troca e sinalização de ajuste fiscal para os mercados ou população. A vida selvagem gaúcha corre um enorme risco de desaparecer ou tornar-se cada vez mais empobrecida em termos de diversidade, caso tais políticas sejam efetuas.

O ultimo estudo efetuada pela FZB estimou que “o Rio Grande do Sul possui 280 espécies de sua fauna em algum grau de ameaça de extinção (Vulnerável, Em Perigo ou Criticamente em Perigo) além de 10 já extintas. Significa que estão ameaçados 22% dos mamíferos, 18% dos peixes de água doce, 16% dos anfíbios, 11% dos répteis e 14% das aves nativas do Rio Grande do Sul. A lista, coordenada pela Fundação Zoobotânica (FZB) com apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), é resultado do trabalho de 129 especialistas de 40 instituições que analisaram o estado de conservação de 1,6 mil espécies.”

Dessa forma acreditamos que a situação da vida selvagem irá se agravar caso tais políticas sejam levadas adiante. Quando uma espécie entra em um lista de ameaça, é um passo para o desaparecimento, e quando ela desaparece não é só a nosso estado que fica mais pobre, mas sim o universo inteiro. O valor da vida animal, vegetal, fúngica, protística e microbiana é incomensurável para os humanos. Assim, extinguir fundações essenciais que atuam no estudo da compreensão e conservação da vida seria lamentável.

Diante do exposto, nós reivindicamos a não ocorrência da extinção e privatização deste importante órgão que engrandece a ciência, a natureza em sua infinitas formas de grande beleza e importância e a democracia.

Certos de uma sensata e coerente avaliação por parte dos legisladores, subscrevemo-nos.

Fontes:

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/08/piratini-define-primeiros-dez-projetos-contra-crise-4818747.html
http://www.mprs.mp.br/ambiente/noticias/id36385.htm

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